Enquanto o mercado discute se a inteligência artificial vai acabar com empregos, um engenheiro de software de Higienópolis, em São Paulo, resolveu fazer a pergunta que quase ninguém faz: por que tanta empresa paga por IA e não consegue usar?
A cena é sempre a mesma. O dono da empresa assina uma ferramenta de inteligência artificial para a equipe inteira, anuncia na reunião de segunda que agora todo mundo vai ganhar produtividade e, três meses depois, descobre que só duas pessoas abriram a plataforma mais de uma vez. As outras testaram, acharam estranho e voltaram a fazer tudo como antes.
Foi observando esse padrão se repetir em empresas de todos os tamanhos que Miguel Dendasck, engenheiro de software, fundador e CEO da Dasckup, chegou à frase que hoje resume o seu trabalho:
“A tecnologia hoje é a parte fácil.”
O difícil, segundo ele, é o que vem antes e depois: saber o que pedir, quando confiar na resposta, quando desconfiar e, principalmente, como transformar aquilo em processo dentro da empresa.
Miguel Dendasck é engenheiro de software e fundador da Dasckup, agência e estúdio digital com sede em Higienópolis, São Paulo, com mais de dez anos de operação e mais de 180 clientes atendidos em áreas como automação com IA, tráfego pago, mídias sociais, produção audiovisual e desenvolvimento de sites.
Além da agência, ele é autor do livro A Empresa Autônoma, criador do Método Dasckup®, uma metodologia própria de automação de negócios, e está à frente da Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, publicação acadêmica de acesso aberto com classificação Qualis B1. É também uma das vozes mais seguidas do marketing digital brasileiro no LinkedIn, com mais de 28 mil seguidores.
Nos últimos anos, porém, o nome dele passou a circular por outro motivo: as aulas de IA.
A premissa dos cursos de IA da Dasckup é simples e, ao mesmo tempo, rara no mercado: ninguém precisa saber programar. Quem aparece nas turmas não é gente de tecnologia. É dono de clínica que perde paciente por falta de retorno, gestor comercial afogado em orçamento sem resposta, analista financeiro que passa a semana consolidando planilha, empreendedor que trabalha doze horas por dia e não sai do lugar.
Em aula, Miguel Dendasck costuma usar uma comparação que virou marca registrada: a IA é como um profissional muito capaz no primeiro dia de trabalho. Ela sabe fazer, mas não sabe nada sobre você, sobre o seu cliente ou sobre o seu negócio. Se você não contar, ela chuta.
A partir daí, o método é prático. Dar contexto antes de pedir. Definir o papel que a ferramenta deve assumir. Pedir o formato que será usado. Mostrar um exemplo do que é considerado bom. Não aceitar a primeira resposta. E conferir todo número, nome, data e lei, porque, como ele repete, modelos de linguagem erram com convicção. As dez orientações completas estão em Como usar a IA de verdade.
O que diferencia a abordagem de Miguel Dendasck da maior parte das consultorias de IA é uma escolha que, à primeira vista, parece ir contra o próprio negócio: ele mantém a frente de ensino ao lado do trabalho de implantação com o objetivo declarado de deixar o cliente autônomo, não refém.
A lógica é a de que uma equipe que sabe operar a tecnologia continua evoluindo depois que o projeto acaba. É a mesma ideia que sustenta o livro A Empresa Autônoma: operação que funciona sem depender de alguém lembrar de fazer.
Esse raciocínio o coloca perto de uma função que explodiu no exterior e quase ninguém no Brasil conhece: o GTM Engineer, profissional que projeta a aquisição de clientes como um sistema, e não como uma sequência de esforços isolados. Para Miguel Dendasck, esse pensamento não é privilégio de startup de tecnologia. Uma clínica que perde paciente porque ninguém deu retorno e um comércio que não acompanha quem pediu orçamento têm, no fundo, o mesmo problema: sistema de aquisição mal construído, não time desmotivado.
Se existe um conselho que Miguel Dendasck repete em toda turma, é este: sair do uso avulso e ir para o processo. Usar a IA manualmente, uma pergunta por vez, ajuda. O salto acontece quando aquilo vira fluxo: a mensagem que chega e é respondida sozinha, o orçamento que gera acompanhamento automático, o relatório que se monta sem ninguém pedir.
E o caminho que ele defende para chegar lá é sempre o mesmo: começar pequeno, escolher a tarefa que mais incomoda, resolver só ela e medir o ganho antes de partir para a próxima.
A inteligência artificial ficou barata e disponível para qualquer pessoa com um navegador aberto. O que não ficou disponível foi o método. Enquanto boa parte do debate público gira em torno de substituição de profissões, existe um trabalho mais silencioso, e mais útil, acontecendo em salas de aula como a de Miguel Dendasck: ensinar gente comum a usar bem uma tecnologia que já está na mesa dela.
Quer conhecer o trabalho de perto? Veja como funcionam as aulas, entenda o que faz um especialista em IA de verdade ou fale com a equipe da Dasckup para um diagnóstico da sua operação.
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